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sábado, 3 de abril de 2010

Bullying

Violência física e/ou psicológica nas escolas.... não é um problema fácil. Muito menos é um problema possível de explicar em cinco minutos. E por isso mesmo não o vou tentar fazer, remetendo-vos para o vídeo de alguém que lida com estas questões no dia-a-dia da sua profissão: a pedo-psiquiatra Ana Vasconcelos.
No entanto, vão-me perdoar que deixe um curtíssimo comentário. Penso que, em parte, o problema do bullying têm a ver com uma falta de capacidade de universalidade moral por parte do agressor (a Dr.ª Ana chama-lhe empatia :) ). Não é com medidas punitivas e com a desumanização da figura do professor na sala de aula (pondo-o como um robôt autoritário) que se resolve esta questão.
Algumas propostas para a melhoria do acompanhamento pedagógico dos alunos, prevenindo e procurando resolver casos de bullying:
  1. Aumento do número de funcionários numa escola (os casos seriam mais fáceis de detectar e acompanhar)
  2. Formação de funcionários e professores para a resolução de conflitos
  3. Diminuição do número de alunos por turma (maior aproximação pedagógica e capacidade de compreender a dinâmica de turma).

e fica o vídeo :)

12 comentários:

Inês disse...

Olá a todos

Ultimamente tem-se falado muito deste tema devido ao suposto suicídio do tal rapaz. No entanto isto é um problema que, tal como o Miguel Sousa Tavares disse, faz parte da natureza humana e sempre existiu. O que eu não percebo é porque é que eles só se lembraram disto agora...

Eu posso falar por experiência própria, a verdade é que já fui agressora, vítima e neste momento sou testemunha. Há duas coisas que eu ainda não consegui entender realmente:

1- quando é que é bullying e quando é que não é?
2- o que é que eu, uma aluna e não uma professora ou auxiliar, posso fazer quando assisto a bullying ou sou vítima dele?

Agradecia imenso que me respondessem a estas duas questões que me andam a encher a cabeça xP.

Não me parece que a educação para a moral tenha grandes efeitos nos jovens, mas também ainda não consegui encontrar algo que tenha. Talvez se houver alguém em quem os agressores confiem e ouçam, essa pessoa possa falar com eles e mostrar-lhes que estão a fazer sofrer outros seres humanos. É que muitos deles nem se aprecebem disso!

Bjs

André Portas disse...

1 - Podes fazer a mesma pergunta em relaçao a violencia. Quando e violencia e quando nao e? Um "calduço" e violencia?
Bullying e bullying quando alguem sai magoado, fisica ou psicologicamente (pelo menos e a minha opiniao), intencionalmente, por um agressor.
As pessoas nao se deviam magoar por maldade, deviam-se ajudar.

2 - Quanto ao que podes fazer quando assistes a bullying, varia de situaçao para situaçao. Numa escola como o camoes, facilmente podes defender o aluno vitima. E quando digo podes, digo DEVES.
Noutras escolas ja se pode tornar perigoso fazer isso. Mas a menos que sintas que corres perigo, deves sempre defender a vitima, em geral os bullies retraem-se um pouco quando sao contrariados, especialmente se conseguires juntar mais gente para agir contra eles.

Quanto a esta frase: "faz parte da natureza humana e sempre existiu". A natureza humana e contrariada pela civilizaçao. A natureza humana nao e comer de faca e garfo, mas comemos. Nao e tomar banho todos os dias, mas fazemo-lo. Esse argumento nunca me pareceu justo. A natureza humana hoje em dia e manipulada, e ja que o e, ao menos aproveitamos para a manipular para a bondade e para a solidariedade, em vez da maldade e da agressao. A educaçao para a moral faz MUITA diferença se estiver sempre presente no desenvolvimento das pessoas. O grande problema sao as mudanças de escola, de colegas, professores, etc. que criam grandes mudanças na mentalidade das crianças que ainda estao a assentar as ideias. E quando a familia do bully nao o pode ajudar, ao menos que a escola o faça.
No entanto nao podemos generalizar, porque cada caso (embora existam certas semelhanças em todos eles) e um caso, e e preciso ser tratado de maneira diferente.
Agora, de uma coisa tenho a certeza: a diminuaiçao do limite de alunos por turma ia fazer muita diferença.

PS: Tudo o que foi escrito aqui e simplesmente a minha opiniao e nao tem qualquer fundamento cientifico.

beijos e queijos,
Andre Portas

PPS: Nao coloco acentos nas palavras devido a um virus no meu computador.

ines disse...

Boa resposta André, muito obrigada!

Este tema é realmente algo que me preocupa no dia-a-dia, porque na minha turma há e irrita-me imenso eu não conseguir pará-lo, ainda por cima porque sou a delegada. O problema é que eu já os confrontei de várias formas e não obtive grandes resultados. Este período acabei por desistir, estupidamente eu sei, porque não via maneira de lhes mudar a cabeça...

Mas pronto, não posso desistir xP

Beijos e abraços

ines disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Miguel Alexandre disse...

Concordo com as medidas propostas, mas para serem postas em prática, era preciso que o Estado estivesse disposto a "abrir os cordões à bolsa", o que não acontece, nem na educação, nem na saúde, nem em nenhum dos serviços básicos. Só para o que lhes interessa é que há dinheiro. Mas isso já nos levaria para outras conversas...

Não sou aluno do Camões, nem sou de Lisboa, mas não podia deixar de comentar, até porque se trata de um tema que diz respeito a todas as escolas.

Marta disse...

Olá a todos!

Concordo com o que foi dito...Acho que de facto devemos lutar contra estas situações... Mas na verdade, quando tentamos 'defender' alguém acabamos por ser nós os agredidos.

Acham que seria mais fácil se os 'defensores' actuassem em grupo tal como os 'rufias' fazem?

Beijos.

André Portas disse...

As pessoas deve-se defender umas as outras, em conjunto, nas mais diversas situaçoes, mas criar grupinhos so levava o conflito para um nivel diferente, toda a gente deve defender alguem que esta a ser alvo de bullying. Se considerares toda a gente um grupo, entao a soluçao e defender em grupo.

Fjó disse...

Muito gosto tenho eu em chegar da viagem de finalistas (que foi fantástica, já agora) e ver tanto comentário aqui :)

Discordo de algumas coisas que o André disse, como a questão da natureza humana vs sociedade, mas isso não são questões para se falar por comments.

Em primeiro, Miguel sê sempre bem vindo! Este blogue é para todos e todas!

Depois queria responder ao primeiro comentário da Inês:
1)Bullying implica que a violência (física ou psicológica)tem uma determinada continuidade. É claro que a aplicação do conceito é sempre relativa, mas isso pouco importa: quando há estudantes a serem agredido, há que agir.(ponto final)

2)Só recentemente tomei consciência de que há bullying no Camões (quão ingénuo...). No caso da nossa escola a melhor oção será vir falar connosco, AE, em primeiro lugar. E depois considerar medidas como ter uma reunião connosco e com os teus colegas, ou até remeter o caso para a direcção (se bem que sou apologistas de tentarmos nós, estuantes, resolver as coisas primeiro).

Acho que é tudo.

Beijos, abraços e até amanhã Companheiros da Nova Escola.

Pedro Feijó

Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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Anónimo disse...

Já cá faltavam os idiotas anónimos de serviço...... e se fossem fazer qualquer coisa pela vida, como por exemplo estudar, já que as vossas notas precisam urgentemente de ser melhoradas........ o fim do ano está quase aí
Uma professora do Camões